empreendimento em são carlos

ficha técnica

local são carlos, são paulo
data do início do projeto 2007
arquitetura cristiane muniz, fábio valentim, fernanda barbara e fernando viégas (autores) ana paula de castro, josé carlos silveira jr., jimmy efrén liendo terán, sílio almeida (colaboradores)
incorporação construtora bko/agra

Proposta
Ocupação diferenciada ao longo da gleba, a partir de três faixas paralelas à encosta. Uma de ocupação vertical, uma de ocupação horizontal e outra de parque. As faixas são definidas a partir da conexão do sistema viário do empreendimento com a malha existente da cidade. Ruas perpendiculares à encosta definem as quadras setorizadas.
Uso
Procurando atender as diretrizes do plano diretor de São Carlos e as determinações preliminares da BKO, a proposta incorpora o uso misto diversificado, com predominância habitacional. As habitações podem formar edifícios verticais com até 15 pavimentos, lâminas horizontais com até 8 pavimentos ou casas geminadas com até 4 pavimentos. O desnível das quadras permite a criação de comércio local ao longo das vias principais. Os miolos de quadra formam um contínuo verde
Faixa 1 – edifícios verticais
Oito torres oferecem um padrão de apartamento dotado de ampla infra-estrutura de lazer, com piscina, solário, quadras esportivas, playground, quiosques etc. A implantação das torres na porção mais alta da gleba se insere em continuidade com o padrão existente nos bairros adjacentes. Essas torres caracterizam o conjunto na paisagem.
Faixa 2 – edifícios horizontais
Este padrão aproveita a alta taxa de ocupação estipulada para a gleba. Pode-se utilizar edifícios horizontais, com 6 e 8 pavimentos, ou mesmo um sistema de casas geminadas ou acopladas, num padrão semelhante (mas melhorado no que se refere às áreas livres), às vilas paulistanas. Os edifícios horizontais, com maior densidade podem desfrutar de amplas áreas de lazer comum. Eles reforçam um eixo perpendicular ao sentido da topografia, enfatizando a ligação do centro com o parque linear. O seu térreo pode ser ocupado com comércio local vinculado ao largo passeio arborizado que o acompanha. As casas dúplex podem alternar jardins, as baixas, com tetos jardim, as mais altas, de formas que as duas possam desfrutar de áreas externas qualificadas.
Faixa 3 – parque e edifícios institucionais
O parque ocupa a porção da encosta menos propícia à construção, de forma a criar percursos de inclinação suave que facilitem a ligação entre o centro e o novo parque linear. Vale lembrar que o próprio sesc encontra-se frontalmente implantado em relação ao empreendimento. Sobre a encosta, pode-se imaginar edifícios singulares em sua arquitetura e com programas diferenciados, como unidades universitárias, teatros, sala de concerto etc.
Sustentabilidade
O empreendimento pretende ser inovador na incorporação de conceitos de sustentabilidade, tanto em suas implicações no processo construtivos como no desdobramento social.
O empreendimento não se pretende autônomo em relação à cidade, dada sua proximidade do centro e as características geográficas da gleba. Aposta-se na intensificação do uso misto e diversificado para garantir a qualidade do espaço público. Aposta-se ainda que essa diversidade de usos garanta uma diversidade social, uma vez que São Carlos não sofre de mazelas urbanas na mesma intensidade que São Paulo. Assim pode-se habitar com qualidade, usufruindo de espaços de lazer comuns e bem equipados, assim como de uma infa-estrutura urbana qualificada, com parques, ciclovias, comércio local, infra-estrutura subterrânea etc.
A arquitetura deve espelhar essas mesmas diretrizes, propondo novos conceitos que minimizem gastos com energia e aproveitem o que hoje são somente resíduos. Amplas varandas, espaços dotados de boa ventilação cruzada, janelas sombreadas, revestimentos que gerem um mínimo de manutenção.
A própria urbanização pode servir-se desse mesmo modelo, com calçadas amplas, fiação subterrânea, arborização densa, pavimentos permeáveis, mobiliário urbano específico.