escola lumiar dos mellos

ficha técnica

local são paulo, sp
data do projeto 2006
área do terreno 3.000 m²
área total 641,40 m²
arquitetura cristiane muniz, fábio valentim, fernanda barbara, fernando viégas (autores) ana paula de castro, eliana satie uematsu, josé carlos silveira jr., jimmy liendo, luis eduardo loiola de menezes, maria cristina motta (colaboradores)

A Escola Lumiar dos Mellos ocupa uma pequena encosta junto do ribeirão dos Mellos e desfruta a paisagem definida por uma colina de mata densa preservada. O pavilhão que define a escola desenvolve-se linearmente entre o ribeirão e a estrada, criando uma extensa face norte ao mesmo tempo em que protege o conjunto do ruído do tráfego. O programa está distribuído em dois níveis, incentivando atividades ao ar livre através de relações mais diretas com o terreno. Os módulos de salas de aula, biblioteca e administração ficam no nível superior enquanto o refeitório e os sanitários ocupam o nível inferior, intermediados por uma varanda, que se estende como um terraço até uma pequena piscina natural nas margens do ribeirão.
Os ciclos Infantil e Fundamental, cada uma com duas classes, são organizados através de pátios que estabelecem um intermédio com a paisagem. Esses pátios podem funcionar cobertos ou não, através de um sistema de coberturas móveis, espaços de aprendizado ao ar livre.
Para ampliar o potencial de flexibilidade dos espaços internos, portas móveis permitem a integração de duas salas num salão único. A utilização desse salão permite ainda a integração dos dois pátios e das outras duas salas de aula num continuo espacial de 45 metros de extensão. Uma quadra poliesportiva, acessível por uma pequena ponte, completa o conjunto.

Esse pavilhão, linear e modulado, foi pensado como modelo adaptável e flexível o suficiente para ser implantado em diversas localidades e diferentes condições topográficas. A flexibilidade foi pensada em consonância com o plano pedagógico, onde o espaço mais sugere que define os usos. A estrutura mista de madeira e aço assenta-se sobre uma base de concreto. Os fechamentos são propostos em painéis, que podem facilmente reconfigurar os espaços de acordo com as necessidades específicas de cada unidade.

A flexibilidade da arquitetura é aqui potencializada pela incorporação de novas tecnologias na área digital, que permitem o livre acesso às redes de informação em qualquer ponto da escola ou do terreno. Ambientes exclusivamente destinados a acomodar terminais de microcomputadores não fazem mais sentido quando se pode acessar a internet sob a sombra de uma árvore as margens de um ribeirão. Essa radical mudança no conceito de ambiente para o ensino decorre da associação das redes sem-fio com os computadores portáteis.