casa em pinheiros

ficha técnica

local pinheiros, são paulo
data do início do projeto 2007
data da conclusão da obra 2009
área do terreno 515,0 m²
área construída 520,0 m²
arquitetura cristiane muniz, fábio valentim, fernanda barbara e fernando viégas (autores) ana paula de castro, jimmy liendo terán, jose carlos silveira jr. , luis eduardo loiola de menezes, maria cristina motta, roberto galvão de carvalho jr., sílio de almeida borges (colaboradores)
estrutura stec do brasil
instalações grau engenharia
luminotecnia franco e fortes lighting design
automação steluti integração de sistemas
decoração maraí valente
impermeabilização proassp – assessoria e projetos
paisagismo raul pereira
construção dp unique
fotografias bebete viégas

A casa fica numa das colinas que define a várzea do Rio Pinheiros.

O projeto busca revelar essa paisagem desde o nível da rua, organizando verticalmente o programa a partir da liberação do térreo como praça de entrada, com vista ao poente.

A implantação busca conferir continuidade aos espaços internos e externos, ao mesmo tempo em que os amplifica. O edifício, que ocuparia quase a totalidade do lote, teve os programas sobrepostos, diluindo o volume construído. Como resultado, cada pavimento apresenta solução técnica distinta: no andar inferior, acomodado no solo, o bloco de concreto. No nível de acesso, um prisma de vidro. No piso superior, uma caixa de madeira.

Com o terreno em declive, o espaço de estar, no nível abaixo da cota da rua, está diretamente ligado ao jardim, às árvores, à piscina, mantendo ainda ampla visão do horizonte. As paredes de concreto aparente definem o perímetro dessa construção. Um bloco solto central, de alvenaria, condensa os programas fechados e setoriza os demais usos ao redor. A cozinha, também neste andar, se abre para um jardim à meia altura.

O volume superior, por sua vez, suspende-se sobre a cidade, abrigando os dormitórios e uma sala transversal norte-sul. A casa se apóia em quatro pilares de concreto, que sustentam lajes nervuradas com balanços de 4 metros; dois apoios metálicos delgados e intermediários ajudam a diminuir as deformações. Mesmo assim, em função da movimentação estrutural, que pode gerar fissuras, foi pensado um revestimento exterior independente, com réguas de eucalipto autoclavado aplicadas na vertical. Serve para sombrear a fachada, garantindo eficiência térmica, e permite que os vedos internos sejam leves, principalmente nos grandes balanços. Alguns desses painéis de madeira deslizam para clarear ou escurecer os quartos.

A cobertura é um volume preto que abriga outro dormitório, independente dos demais, e também um acesso ao solário comum a todos. A escada metálica que liga os pavimentos é vazada e permite que a luz solar, captada nesse quarto andar, percorra verticalmente toda a casa. À noite, esse lanternim funciona como luminária para o ambiente do mirante.

Na extremidade posterior do lote, afastados da construção principal, localizam-se em extensão ao jardim a piscina e um deque. Abaixo, apropriando-se do desnível, existem ainda alguns programas anexos como serviços e estúdio de música.