campus universitário em nazaré paulista

ficha técnica

concurso por convite

local nazaré paulista, sp
data do início do projeto 2005
área do terreno 131.273,52 m²
área construída 5.382,28 m²
arquitetura una arquitetos: cristiane muniz, fábio valentim, fernanda barbara, fernando viégas (autores) josé carlos silveira junior, jimmy liendo, jörg spangenberg, ana paula de castro (colaboradores)
paisagismo +soma arquitetos: arqs. alessandra silva, apoena amaral e almeida e josé luiz brenna
estrutura e fundações cia. de projetos: eng. heloisa maringoni
instalações phe: eng. ulisses
sistemas de comunicação bettoni automação e segurança ltda.: eng. roberto bettoni
planilha e orçamento eng. newton kayano
maquete eletrônica visualize arquitetura digital
maquete kenji maquetes

Situado numa encosta íngreme, o terreno faz frente à represa Atibainha, manancial que integra o Sistema Alta Cantareira de abastecimento da região metropolitana de São Paulo. Embora incluído numa região de proteção ambiental, o local encontra-se totalmente desmatado e convertido em pasto.
O projeto para o novo campus propõe a ocupação da colina dentro de uma perspectiva de amplo reflorestamento. Arquitetura e paisagem tornam-se indissociáveis. A implantação incorpora as pequenas transformações já empreendidas na topografia: a estrada de terra e dois platôs. Assim, o programa se desenvolve em três núcleos distintos: situados ao pé do morro, o estacionamento e o acesso à água; à meia encosta, a escola e os alojamentos; e na cumeeira, a creche e áreas de lazer. Os três níveis serão unidos por um funicular que corre em inclinação constante, evitando o fluxo de automóveis morro acima e grandes movimentos de terra.
O principal edifício surge como uma lâmina horizontal e abriga as salas de aula, auditório, biblioteca e administração, criando um grande passeio em nível e intensificando o convívio. Ondulações antes invisíveis permitem a lâmina ora pousar, ora se desgrudar, ou mesmo se enterrar levemente. Uma pequena torre de alojamentos arremata o volume linear. Lado a lado, a lâmina tende a tornar-se mais horizontal e a torre mais vertical.