casa em carapicuíba

ficha técnica

local são paulo, sp
data do início do projeto 1997
data da conclusão da obra 1998
área do terreno 1.023 m²
área construída 368,30 m²
arquitetura cristiane muniz, fábio valentim, fernanda barbara, fernando viégas, ana paula pontes, catherine otondo (autores) césar shundi iwamizu, eduardo chalabi, gustavo rosa de moura, mariana felippe viégas, roberto zocchio (colaboradores)
construção joão pacheco chaves
estrutura de concreto josé carlos medina
estrutura de madeira hélio olga júnior
instalações foz arquitetura
fotografia nelson kon

Esta casa, concebida como um pavilhão, foi construída a cerca de 20 Km do centro de São Paulo, muito próxima à Aldeia de Carapicuíba, erguida em meados do século XVI por padres jesuítas.

A casa integra um pequeno condomínio que escapa aos padrões comerciais, preservando boa parte da mata existente e suprimindo limites físicos entre os lotes. O projeto atende a um casal aposentado.

A casa foi concebida de forma singela, com programa enxuto, orçamento restrito e soluções muito diretas e acessíveis a uma mão de obra pouco especializada. A implantação acomoda a construção às curvas do terreno na borda de um pequeno vale íngreme com a mata preservada, para onde a casa naturalmente se debruça. O terraço de acesso norte, reentrante e simétrico no volume, foi concebido à maneira das casas bandeiristas. Os volumes que delimitam o pátio externo, não foram pintados, reforçando seu caráter tectônico,

O uso da madeira permitiu que a estrutura fosse montada em 10 dias por três pessoas. Os materiais foram usados no limite de seu potencial construtivo: as paredes são de tijolo de barro pintado (9 cm de espessura); o painel metálico da cobertura (35 mm de espessura), dispensou o uso de teto falso e permitiu uma estrutura leve e co-planar na cobertura. Não foram utilizadas lajes, e o assoalho funciona como travamento horizontal da estrutura. As instalações elétricas e hidráulicas foram mantidas todas aparentes.

O projeto estabelece relações diferenciadas com o terreno e a vegetação nativa através de um eixo perpendicular ao volume da casa. Cria-se assim uma sucessão de espaços cobertos, descobertos, elevados e semi-enterrados, espaços com vistas panorâmicas ou fechados e sombreados pela vegetação, todos relacionados através da transparência da sala de estar.