colégio santa cruz

ficha técnica

concurso por convite
projeto vencedor

local são paulo, sp
data do projeto 2004
área do terreno 13.500 m²
área total 23.000 m²
arquitetura una arquitetos; cristiane muniz, fábio valentim, fernanda barbara, fernando viégas (autores) ana paula de castro, apoena amaral e almeida, césar shundi iwamizu, clóvis cunha, felipe noto, jimmy efrén liendo terán, josé carlos silveira júnior, josé paulo gouvêa, sabrina lapyda, ricardo barbosa vicente (colaboradores)
estrutura companhia de projetos
fundações zaclis, falconi e engenheiros associados
sondagem engesolos
instalações prediais phe projetos hidráulicos e elétricos
sistemas bettoni automação e segurança
climatização thermoplan engenharia térmica
impermeabilização proassp assessoria e projetos
esquadrias aec consultores
cozinhas industriais núcleo ora projetos para cozinhas profissionais
luminitecnia ricardo heder
sonorização e acústica alexandre sresnewsky
paisagismo bonsai paisagismo
topografia kazutoshi shibuya serviços técnicos de agrimensura
mapeamento do subsolo chm mapeamento do subsolo
drenagem e canalização geométrica engenharia de projetos
modelo eletrônico visualize arquitetura digital
maquete kenji maquetes
fotografias bebete viégas

Uma escola para crianças e jovens de 6 a 17 anos, será a nova unidade do Colégio Santa Cruz. Fundado em 1952 em São Paulo, por padres canadenses, o colégio possui hoje 2.789 alunos, oferecendo cursos de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, além de um Curso Supletivo amplamente subsidiado. A nova unidade comportará mais 1.500 alunos, que estudarão em período integral.
O terreno de 13.000 m2, situado no Butantã, faz divisa com a Universidade de São Paulo e com uma avenida de grande fluxo de veículos e importante ligação urbana.
O partido do projeto se baseou na organização de um programa amplo, buscando manter grande área permeável e livre para recreação. Uma extensa área verde, no centro do conjunto, é o espaço organizador de toda a escola. O pavimento térreo foi destinado inteiramente ao lazer e aos espaços de vivência, as atividades específicas se desenvolvem no nível inferior, voltadas para o grande jardim, ou nos andares superiores configurando a construção vertical, que se realiza plenamente com a localização de três quadras esportivas na cobertura.
Dois volumes suspensos, de aproximadamente 100 metros de comprimento, configuram dois blocos paralelos. Aquele voltado para a avenida, uma caixa conformada por réguas de madeira (Pinus de reflorestamento), concentra os usos coletivos, afirmando a intenção de abrir a escola para a cidade. O outro, mais resguardado, abriga salas de aula, laboratórios, auditório e salas de arte incorporadas a um teto-jardim, todas as atividades protegidas dos ruídos da avenida pela própria construção e pela nova massa de árvores.
Duas passarelas interligam esses blocos e estabelecem continuidade ao percurso. Fechadas com painéis translúcidos, tornam-se durante o dia túneis de luz e, à noite, lanternas suspensas sobre mata.
O andar térreo foi estabelecido a partir da cota mais alta do terreno, elevada em relação à avenida. A escolha dessa cota de entrada definiu a concordância do edifício com a topografia original.
Os materiais escolhidos (concreto, madeira, aço e vidro) advêm do processo construtivo e foram especificados para evitar manutenções constantes, não necessitando de nenhum tipo de revestimento. A intenção é que cada etapa da própria construção exponha o edifício pronto, e que esse possa revelar a passagem do tempo com dignidade. A ventilação e iluminação dos edifícios foram pensadas dentro do princípio de otimização de energia e melhor aproveitamento de recursos naturais.
O conjunto se revela como construção de uma nova paisagem urbana, em local de ocupação pouco consolidada. São grandes terrenos vazios ou subutilizados. É uma área com grande potencial de transformação, localizada próxima a bairros residenciais com diferentes padrões, e que vem sofrendo paulatinamente intervenções urbanas estruturais.